quarta-feira, 15 de setembro de 2010

De repente, assim

Um dia te encontrei sorrindo
No meio desse indo e vindo
Resolvemos conversar

Entre beijos e abraços cortados
Corpos entrelaçados
Alegrias a brotar

Depois da casualidade
Sentei no banco da praça
Sempre a te esperar

Lavaram muitos orvalhos
Flores de todos os galhos
Queria você pra cá

Um dia me dei por vencida
Do banco da praça eu saía
E você não estava lá

No meu quintal despedaçado
Depois de um outono arretado
Te vi a balançar

Foram muitos beijos molhados
Abraçados bem apertados
Carícias ficamos a dar

Saudade da casualidade
Que se tornou realidade
Noz fazendo apaixonar

De mãos dadas ao acaso
A rotina se fez ao descaso
Ficamos nos a bailar