Sinto frio, os músculos enrijecem como um apelo àquela mão. Um grito surdo para que volte a me aquecer com seus carinhos.
Parei de dar atenção as piadas rotineiras, sem graça nenhuma agora. Espero a próxima dor latente me tirar dessas apáticas horas e me infurnar em meu mundo.
Meus olhos vitimam os outros com minha eterna esperança. Quando olho no espelho reconheço a testemunha de tudo, aquele objeto. Impossível mesmo acreditar em tudo isso. Perco o fôlego toda vez que aprecio tal objeto. Escondido na mais fiel promessa estava lá, tímido, brilhante em formato de coração, com um significado inconsciente.
Testemunha de quê? Daquilo que só foi iminência, só pensamento. Os diálogos que poderíam ter sido, os abraços que poderíamos ter trocado, o amor que poderíamos ter vivido. Odeio o futuro do pretérito que conjuga esses verbos.
O frio grita como cólera contrariando o princípio da doença. Teria que aprender a conviver com tal doença e acostumar com essa ausência.
Esforçar-me para a graça da rotina reviver e olhar meu reflexo, avistar o objeto testemunho e sorrir fazendo desaparecer o que me vitima, deixando de esperançar.
Odeio o futuro do pretérito que conjuga esses verbos!
ResponderExcluirVc é uma artista!
Beijoos
Agooora sim entendi o misterioso pingente. Depois me explica direito! :*
ResponderExcluirQue pingente, agora eu boiei!
ResponderExcluirme explica tbm!uhahuuhauh
beeijos