domingo, 16 de maio de 2010

Paulinha

Conheci Paulinha meio que por acaso. Estava como de costume tirando um cochilo, consequente do sacolejo do ônibus, quando fui despertada por cadernos e mochilas. Era a mãe de Paulinha, e logo depois em seu colo, ela mesma, Paulinha.
Estava eu entretida com minhas músicas, mas essa mania de prestar atenção a conversa alheia fez com que eu conhecesse a história dessa família.
A menina não era bonita não, mas era extremamente educada e todas as palavra que trocou comigo eram palavras que estavam no código de civilização humana.
A mãe de Paulinha resolveu entrar em uma conversa pesada pra caramba com a menina. Claro, acompanhei tudo. Foi interessante. Paulinha se mostrou tão ou mais esperta para sua idade.
Pesquei as duas conversando, vi ternura na relação materna. Em dado momento a mãe revelou algo, que surpreendeu a menina.
As duas choraram. A menina pediu desculpas por ter acusado a mãe. E chorou.
E rezou.
Elas desceram depois de uma troca de belas saudações comigo.
Meus olhos estavam marejados.

Um comentário:

  1. Carol!! Você como arquiteta está me saindo uma belíssima escritora...poetisa...poeta...pensadora...enfim..."dorei"!
    Beijos,
    Maricota

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